TPM: qual é a sua?

 

 

Há dias em que qualquer bobagem ganha proporções épicas. Uma palavrinha ouvida na hora errada vira uma DR; a lentidão do motorista da frente motiva um grito vindo das entranhas; o vídeo engraçadinho do Tik Tok arranca gordas lágrimas de emoção. Não é chilique, nem estresse ou muito menos mimimi. Tudo isso é tão comum que seu nome foi até abreviado: TPM. A tensão pré-menstrual é um conjunto de sintomas que podem perturbar a vida das mulheres nos dias que antecedem a menstruação. Irritabilidade, raiva, ansiedade, fadiga, distúrbios do sono, alteração do apetite, mudanças repentinas de humor e depressão são apenas as queixas emocionais e comportamentais mais frequentes relatadas. Fisicamente, lideram as reclamações a sensibilidade ou dor mamária, inchaço, dor de cabeça, acne e oleosidade na pele. A lista completa de sintomas tem espantosos 150 itens diferentes. Não é nada fácil. A força e a regularidade com que esses desconfortos se manifestam definem a altura e a velocidade da montanha-russa de sensações experimentadas durante o período pré-menstrual, sendo que tudo isso pode ter um grande impacto no desempenho.

 

A grande causadora da TPM é a variação de hormônios sexuais que o corpo feminino sofre ao longo do ciclo. Logo que o fluxo termina, começa a produção de estrogênio, que chega ao pico por volta do 14º dia do ciclo. A partir da ovulação, a progesterona passa a dar o ar da graça. Essas flutuações hormonais podem também ter impacto nos neurotransmissores, as substâncias químicas (serotonina, dopamina, noradrenalina e endorfina) que atuam no sistema nervoso central, responsáveis por controlar humor, ansiedade, sono, fome e bem-estar. Aproximadamente de 70% a 85% das mulheres em idade reprodutiva relatam algum tipo de desconforto físico e/ou emocional, porém grande parte não sofre queda no desempenho e na qualidade de vida. Por outro lado, existem mulheres nesse grupo que podem ter sua vida bem dificultada nessa fase. A periodicidade e a intensidade dos fenômenos separam o que essas mulheres sofrem em:

 

– Síndrome pré-menstrual (SPM), ela mesma, a TPM – Aqui os sintomas são frequentes e mais relevantes, com intensidade moderada e severa, e interferem nas funções diárias sociais, de trabalho, da casa e nas relações pessoais. Atinge entre 20% e 40% das mulheres.

 

– Síndrome disfórica pré-menstrual (SDPM), a pior forma da TPM – Apenas entre 3% e 8% das mulheres apresentam este quadro, considerado o mais grave de todos. Os sintomas físicos, emocionais e comportamentais são em maior número e de forma tão intensa que prejudicam demais a qualidade de vida, afetando as tarefas a ponto de impedir funções costumeiras.

 

Mas calma, a TPM não é um mal inevitável. Existe ajuda para todos esses quadros clínicos. Consultar um médico é fundamental tanto para o diagnóstico como para avaliar a necessidade de um tratamento. Cada caminho tem diferentes (e múltiplos) recursos: desde mudança de hábitos até o uso de medicação.

 

Para saber mais sobre o assunto, veja só o que os médicos dizem:

Assista ou escute a conversa da ginecologista Adriana Orcesi Pedro e da psicóloga Cecília Troiano sobre qualidade de vida e TPM:

https://youtu.be/LvXB_Tw-yZw

http://www.libbs.com.br/saude/podcast-tpm-e-qualidade-de-vida/

 

Siga também o @vivasemtpm no Instagram.